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Bilionários Entram na Filantropia Coletiva da Coefficient Giving

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Mais de uma década atrás, quando Cari Tuna e seu marido, o bilionário e cofundador do Facebook Dustin Moskovitz, começaram a pensar em como doariam a maior parte de sua fortuna (hoje em torno de US$ 20 bilhões – R$ 106,6 bilhões) ainda em vida, adotaram uma visão alinhada ao altruísmo eficaz.

Em vez de doar para causas pelas quais eram mais apaixonados, decidiram direcionar recursos para aquelas com maior potencial de impacto por dólar. Para isso, cofundaram a Open Philanthropy e financiaram desde o Malaria Consortium até o Center for AI Safety — mas, em grande parte, fizeram isso sozinhos. E essa nunca foi exatamente a intenção.

Agora, a Open Philanthropy passa por uma reformulação de marca e se torna a Coefficient Giving, destacando ao público aquilo que Tuna e Moskovitz sempre quiseram que fosse: uma iniciativa com múltiplos doadores, voltada a orientar e utilizar doações filantrópicas para gerar o máximo impacto possível.

“A visão sempre foi fazer disso algo não apenas para Dustin e para mim, mas também para outros doadores”, diz Tuna.

Com o nome Coefficient, essa ideia fica explícita. “Co” reflete seu caráter de organização com vários doadores; “efficient” reforça o foco na relação custo-efetividade; e “coefficient” é um termo matemático que representa um número capaz de multiplicar o valor daquilo com que está associado.

Doações

Até agora, a Good Ventures Foundation — a fundação privada de Tuna e Moskovitz, com US$ 10 bilhões (R$ 53,3 bilhões) em ativos — tem sido a principal financiadora da Coefficient Giving.

Por isso, muitas pessoas ainda enxergam a organização como “a coisa da Cari e do Dustin”, segundo Alexander Berger, CEO da Coefficient Giving. Isso está prestes a mudar.

“Estamos tentando ser um pouco mais ‘abertos para negócios’”, afirma Berger. “É realmente a culminação da visão que estabelecemos quando criamos a Open Philanthropy com a Cari: construir um recurso preparado para a próxima geração de doadores.”

A Coefficient Giving já está bem encaminhada nesse objetivo. Mais de US$ 200 milhões (R$ 1,066 bilhão) em compromissos com suas iniciativas este ano vieram de outros financiadores — um salto em relação aos cerca de US$ 100 milhões do ano anterior.

Entre os novos bilionários financiadores estão Patrick Collison, cofundador da Stripe; Lucy Southworth, esposa de Larry Page, cofundador do Google; e Bill Gates. Eles ajudaram a financiar dois fundos temáticos, cada um acima de US$ 100 milhões (R$ 533,04 milhões): o Lead Exposure Action Fund (LEAF), lançado no ano passado, e o Abundance and Growth Fund, lançado em março.

O LEAF já distribuiu US$ 40 milhões (R$ 213,2 milhões) até agora, e seu maior subsídio foi de US$ 17 milhões (R$ 90,6 milhões) para a Pure Earth, destinada a identificar especiarias, cerâmicas e outros fatores que contribuem para a exposição ao chumbo na Índia e em outros países.

Fortunas e filantropia

Historicamente, bilionários costumam doar onde outros bilionários doam. Nesse sentido, a mudança de marca da Coefficient Giving faz parte de uma tendência maior entre os ultra-ricos: financiar causas por meio de fundos coletivos — especialmente entre filantropos que buscam incentivar doadores a apoiar áreas além de seus círculos imediatos (geralmente universidades e centros médicos).

A Lever for Change, criada a partir da Fundação MacArthur em 2019, se posiciona como uma ferramenta “pronta para uso” para ajudar grandes doadores a direcionar verbas para organizações menores (e, espera-se, mais diversas).

A gestora de investimentos Iconiq Capital lançou o Iconiq Impact em 2019, com foco em doações coletivas chamadas “co-labs”, e já ajudou seus financiadores a distribuir mais de US$ 500 milhões (R$ 2,665 bilhões). Há também a iniciativa dedicada à pesquisa sobre transtorno bipolar, financiada por Sergey Brin (Google), David Baszucki (Roblox) e Ken Dauten (Keystone Capital), com contribuições de US$ 50 milhões (R$ 266,5 milhões) cada.

Berger afirma que a Coefficient Giving se assemelha principalmente à Blue Meridian, fundada em 2016, que adota explicitamente uma abordagem voltada ao investidor: seus subsídios são chamados de “investimentos” e distribuídos por meio de “fundos” com áreas específicas de foco doméstico, como mobilidade social e reforma da justiça criminal. Gates, Brin e MacKenzie Scott já colaboraram com a Blue Meridian.

A principal diferença, segundo Berger, está nos tipos de causas priorizadas. “Acreditamos que, ao olhar globalmente e ir além do serviço direto, incorporando advocacia, pesquisa e políticas públicas, é possível obter retornos muito maiores”, diz ele.

Tuna destaca que atrair mais doadores não significa reduzir o ritmo de doações dela e de Moskovitz. O plano é aumentá-lo, chegando ao ponto de doar dinheiro mais rapidamente do que conseguem ganhar. Com suas doações e as de outros filantropos, eles esperam ampliar o impacto — e, consequentemente, a influência — da Coefficient Giving.

Idealmente, isso significaria menos crianças infectadas por malária, mais pessoas com acesso à água potável e menos expostas ao chumbo. No caso da segurança em IA, o desafio é maior, dada a escala de bilhões de dólares envolvida. Ainda assim, a Coefficient permanece determinada: só neste ano, já direcionou mais de US$ 100 milhões (R$ 533 milhões) para iniciativas de segurança em inteligência artificial.

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